Deus está presente ou não?

 Deus está presente ou não?: 3 – A nossa vida tem algum propósito de ser?

 

Hoje acordei um pouco melancólico e com várias perguntas dentro do meu coração que me incomodaram muito. Fazia muito tempo que não me fazia certas perguntas complicadas, e estava vivendo com um único propósito (cada dia buscava e ser feliz, ou deixar o tempo passar para que o mesmo tempo, me explicasse algumas realidades que não consigo entender neste momento).

Confesso que o religioso, certas  atitudes de grupos ou de instituições me incomodam muito o meu ser, pois pertenci a alguns anos da minha vida em, e hoje vejo uma grande contradição do que falam e como agem principalmente com os pecadores ou com aqueles que não seguem os códigos que eles pregam (muitos destes códigos se fossem como se Deus tivesse falado ou melhor dizendo como “Palavra de Deus”).

Tudo isto foi uma introdução para um dia atípico que estou vivendo.

Fiquei por um longo tempo olhando para aquela rocha, que acredito que deve ter passado séculos para estar na forma que esta, e deve ter passado por vários processos, para ter a cor que tem, o formato, etc.

Eu nunca deixei de acreditar que a vida de cada ser humano tem um propósito de ser. Ninguém veio para este mundo por obra do acaso, ou por destino, ou até mesmo por um acidente… (primeiro porque eu não acredito nem em acaso, nem destino, e nem muito menos em acidente de obra do acaso).

Acredito que cada ser humano tem uma missão para cumprir neste tempo que está determinado em viver onde chamamos “Planeta Terra”.

Hoje diante desta rocha sozinho, me vieram muitas perguntas incômodas, porém que num determinado momento da nossa vida ou até mesmo no final da nossa existência  deveremos fazê-las e chegar a respondê-las, se de fato quisermos viver de forma plena o tempo de vida de temos.

  – Porque nasci?

– Qual a razão da minha existência?

– Que valor tem a minha vida?

 

Não tenho porque mentir, mas depois que pedi a suspensão do meu ministério presbiteral, fiquei e ainda estou afastado do Igreja (isto significa 5 anos, me sentindo leproso por alguns, escandalizado por certas situações, escandalizado com o movimento que participei pelas atitudes desumanas e acima de tudo anticristãs que tiveram comigo, e com outro colegas que deixaram o ministério e que hoje vivem de forma abandonada, estando em situações  indignas.

Há alguns meses escrevi uma carta de próprio punho para o Papa Francisco, onde relatei algumas destas angústias, alegrias e acima de tudo onde realizei dois pleitos para o Papa. Um dos pedidos algo muito simples, outro um pouco mais complicado…

Mas sabe de uma coisa?

Quem, é o Padre Alessander, ou quem sou eu numa multidão  de problemas e padres e dificuldades que este homem está passando para ele chegar um dia a responder para mim?

O certo é que chega o momento, em que tenho que começar a responder estas perguntas fundamentais, que sempre estiveram presentes na minha vida.

Até alguns dias eu acreditava que viria alguma resposta de ROMA, hoje já começo a pensar que não adiante, uma andorinha não faz verão, não adianta criar expectativas e criar ainda mais frustrações diante de uma realidade onde somos visto como uma multidão e não somos visto como pessoas, que diante de toda decisão teve uma história e um por que.

O correto é que enquanto eu olhava para esta grande pedra me veio depois de quase 05(cinco) anos afastado totalmente  da Igreja uma passagem da Escritura que me respondeu em segundos todas estas minhas indagações:

                “Jesus Cristo que nos abençoou com toda a sorte de bênção com toda a sorte de benção… nos céus… Nele, ele nos escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e imaculados no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos por Jesus Cristo… E é pelo sangue deste que temos a redenção e a remissão dos pecados, segundo o seu amor, que ele derramou em cada um de nós…”. Ef 1,3-8

Aqui as perguntas nesta passagem da Carta de São Paulo aos Efésios foram dissipadas no meu interior: “Mesmo antes de criar o mundo, Deus me amou e me escolheu”. Parece uma obra de arte, mais foi assim mesmo que Deus nos criou e pensou em cada um de nós: “Mesmo antes de criar o mundo, de criar esta rocha que está aqui na minha frente de milhares de séculos ou anos, Deus me escolheu e me amou”.

Impressionante é pensar que mesmo antes de Deus criar o céu e a terra, ele já me conhecia, ele já sabia das minhas  atitudes, das minhas escolhas, das minhas infidelidades, e acima de tudo dos meus pecados…, mais o mais impressionante é que neste momento encheu o meu coração de paz e alegria que não pude me conter: “É que o plano que Deus quem planejou todo o curso da minha história, da minha vida, e da minha existência”.

Aquilo que um dia falaram para mim que o demônio tinha me enganado, e que eu estava sendo ou vivendo escravo de Satanás, é pura mentira (são fórmulas que usam para lavar o seu cérebro ou te fazer pessoa domesticada e não ser livre como filho de Deus).

O Plano de Deus para você e para mim, não foi abalado por satanás, pelas investidas que ele deu na sua vida, muito pelo contrário, selou ainda mais a escolha que Deus fez na sua existência antes de toda a criação, para sermos seus filhos e imaculados no amor.

Por isto cheguei a conclusão:

Não somos um acidente da natureza, não somos pessoas inúteis, não somos filhotes de demônio, não destruímos os projetos de Deus na nossa vida…. e tantos entras afirmações que muitos de nós escutamos a vida inteira….

Seu valor não depende de você. Você e eu não somos um erro da natureza ou uns desequilibrados, você não é irrecuperável, e muito menos vai morrer sozinho abandonado pois deixou o gueto de pessoas que você vivia.

SEU VALOR É PROPÓSITO NESTA VIDA E NÃO DEPENDEM DE QUEM VOCÊ É, DO QUE VOCÊ FEZ OU DO QUE FIZERAM COM VOCÊ. SEU VALOR DEPENDE DE DEUS E SOMENTE DELE: DE SUA VONTADE DE SEU CHAMADO, DE SUA ESCOLHA, E DO AMOR QUE DEUS TE POR CADA UM DE NÓS.

Nós valemos muito mais do que toda a criação de Deus.

 

 

AlessanderCapalbo

Um comentário em “Deus está presente ou não?

  • janeiro 19, 2018 em 11:20 am
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    Leia “Muitas vidas, muitos mestres”. Sua formação religiosa parece está limitando sua percepção de uma maneira muito semelhante a limitação científica do médico autor do livro, é uma história verídica que vale a pena você refletir junto com a reflexão do autor que faz e responde essas mesmas perguntas.

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