3º. Domingo do Advento – 2018

O Testemunho cristão no meio dos conflitos do dia a dia

 

O caminho mais eficaz para entrarmos em comunhão com Deus é através da comunidade. Claro que aqui não falo de comunidades fechadas e espécies de pessoas ensimesmadas que se colocam como a única comunidade escolhida ou melhores que os outros. Quando falo de comunidade   falo de pessoas que aos poucos vão descobrindo que há esperança para aqueles que estão sofrendo, que estão desanimados, presos nos seus pecados ou nas drogas (do álcool ou de outras drogas nocivas), mas nesta comunidade aberta a realidade em que estamos vivendo estão fazendo germinar que há um caminho novo que está para chegar. O povo que sofre, e que vive sempre na precariedade do dia a dia é sem dúvida a “esposa” escolhida por Deus.

Somos o povo chamado a gritar que temos esperança na vida, a gritar no deserto da vida contra tudo o que entornou o caminho do Senhor.

Na primeira leitura Is 61,1-2a.10-11 o profeta anuncia sem se cansar na chegada de uma nova realidade. O motor dessa transformação é o espírito de Deus que, ao tomar conta da realidade que vivemos, anuncia que a liberdade e a vida está próxima para todos os que perderam a esperança e que hoje se encontram escravizados por algo.

Aqueles que se abrem a este Deus que vem, não tem medo de dizer “não” à sociedade em que os opressores vivem às custas dos oprimidos, em que os ricos se enriquecem sempre mais porque condenam os pobres à miséria; onde as terras e os bens vão sendo acumulados nas mãos de poucos (Cf. Ne 5).

O Resultado da libertação que o profeta anuncia é Deus que o autor desta transformação: “Como a terra faz brotar as plantas e o jardim faz germinar as sementes, assim o Senhor Deus faz germinar a justiça e a glória diante de todas as nações (Cf. Is 61,11).

No Evangelho Jo 1,6-8.19-28 aparece a figura de João Batista “apareceu um homem enviado por Deus; seu nome era João”. A testemunha é uma pessoa comum, um ser humano que tem a missão de “ser testemunha da Luz, pois estamos vivendo no meio das trevas.

Essa é a missão de todo o cristão, a mesma que foi de João Batista, de testemunhar que as trevas tentam todos os dias apagar a luz do coração das pessoas, tentam apagar a esperança e a imagem desta criança que está para chegar que o Cristo, o nosso Salvador, a nossa luz, o que dá sentido à vida de todos.

É importante saber que nós não somos a luz, que não temos luz própria, mais o que dá sentido e nos ajuda na caminhada diária é colocar a nossa confiança naquele que é a verdadeira Luz, que abre a esperança a cada um de nós, e que nos dá a garantia de dias melhores e acima de tudo a Vida Eterna.

Quem é João Batista? Quem é você?

O próprio João responde está pergunta: “eu sou uma voz que grita no deserto, eu não sou a luz, mais vim para anunciar que a luz está chegando, que o deserto está passando, e o evangelho aponta isto, que Cristo está para chegar e nos dar a possibilidade de construirmos um mundo novo.

Espero que todos nós neste domingo sejamos esta voz que grita sem medo: “Endireitai os caminhos, pois o Senhor está chegando e nos levará e nos libertará de tudo o que hoje nos oprime, que é acima de tudo o pecado e o medo da morte.

Fomos criados para a vida, e é isto que este Menino vem nos trazer de verdade a vida e a Vida em abundância.

 

#AlessanderCapalbo

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